terça-feira, 9 de setembro de 2014

Jovens usam redes sociais para se manifestar, estudar e melhorar negócios



 Quem tem entre 16 e 24 anos sabe que é comum os pais reclamarem que essa é a geração que não sai da internet — e muito menos larga o smartphone —, e eles têm razão. Para ser mais preciso, 70% dos jovens fazem quase tudo na rede com o auxílio do celular, segundo uma pesquisa do Ibope e da Fundação Telefónica, divulgada na última semana, a respeito do uso da web por quem está nessa faixa etária no Brasil.

      O estudo ainda mostrou outros dados importantes. Sabe aquela história de que os 22,5 milhões de jovens são “o futuro do Brasil”? Pois esse futuro está totalmente conectado. O país é o quarto lugar no ranking mundial dos mais assíduos à internet do mundo — fica na frente de potências como os Estados Unidos, o Canadá, a Inglaterra e a Alemanha, e só perde para a Índia, a China e a Turquia.

      Essa assiduidade não é só para checar o que o amigo disse sobre a festa do último sábado. O jovem tem se mostrado cada vez mais engajado virtualmente e mobilizado para ir às ruas por meio das redes sociais. Para 44%, a internet contribui com o aumento da visão crítica, e 41% somente participaram de manifestações sociais por causa de amigos (convites via redes sociais). 

      Uma pesquisa divulgada na última semana pela Fundação Telefônica e pelo Ibope mostra que um a cada três jovens brasileiros conectados à internet usa a web em mobilizações sociais. Entre eles, o ponto de encontro quase unânime é a rede social de Mark Zuckerberg: 89% usa o Facebook como ferramenta nas manifestações públicas. “Para informar sobre reuniões do movimento estudantil, por exemplo, ninguém mais passa de sala em sala divulgando. É tudo ali na internet”, garante a universitária Krishna Mara, 22 anos.

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