quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ELLO:Rápido crescimento da nova rede social pode desbancar o Facebook



Belo Horizonte — O barulho provocado pela Ello — rede social lançada recentemente com direito a manifesto e 40 mil solicitações de convite por hora — gerou a sensação de que a hegemonia do Facebook pode estar ameaçada. Muitos se adiantaram e elegeram a iniciante como a próxima sensação da internet, e estimativas apontaram que o serviço criado por Mark Zuckerberg pode perder até 80% dos usuários até 2017, à semelhança do que ocorreu com o recém-extinto Orkut. Mas será que uma revolução on-line de fato foi iniciada? Analistas garantem que ainda é muito cedo para destronar o gigante do Vale do Silício e colocar em seu lugar o estreante de Vermont.

“As pessoas vão para onde os amigos estão. Se quem elas conhecem e seguem estiver na Ello, elas migrarão para lá. Mas só o tempo vai dizer se isso ocorrerá”, afirma Grazielle Mendes Rangel, coordenadora do curso de redes sociais do Ibmec. As dúvidas em torno da perenidade da Ello têm motivo. A começar pelo fato de ainda estar em beta (fase de desenvolvimento e testes) e carecer de uma série de ajustes até que se aproxime dos anseios do público. A enxurrada de usuários que está recebendo neste momento pode comprometer a permanência de quem não teve uma primeira impressão positiva da ferramenta, mesmo sabendo que ela ainda pode melhorar bastante.

“Essa fase inicial é de muita curiosidade, e as pessoas vão entrando. Mas, depois, vai ficar muito perfil morto”, prevê o analista de mídias sociais Anderson Araujo. Toda essa curiosidade foi atiçada pelo manifesto apresentado pelos criadores da nova rede, que ganhou mais visibilidade depois que o Facebook anunciou que só aceitaria nomes verdadeiros no cadastro de usuários. O texto de apresentação da Ello começa categórico: “Sua rede social é propriedade de anunciantes”, em referência ao site de Zuckerberg. Além de condenar o bombardeio de propagandas, critica a manipulação e a coação às quais o usuário está sujeito. E termina de forma enfática: “Você não é um produto”

POR: JORNAL O IMPARCIAL