sábado, 15 de novembro de 2014

OPERAÇÃO LAVA JATO : PRISÃO PRA TODO LADO, A PRÓXIMA OPERAÇÃO DEVE VIR AO MARANHÃO

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta feira, dia 14, a sétima fase da Operação Lava Jato, cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal.
Na próxima rodada, o Maranhão deve figurar na lista.
Além do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, a sétima fase da Operação Lava Jato, resultou nas prisões de executivos de nove empreiteiras – que têm contratos de 59 bilhões de reais com a estatal.
Boa parte desses contratos é investigada pela PF e pelo Ministério Público Federal por suspeita de superfaturamento, formação de cartel e fraude.
Provas colhidas em etapas anteriores da operação indicam que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e Duque atuavam para favorecer as empresas investigadas e operar esquemas de desvios de verbas da petrolífera.
Os policiais fizeram ao longo desta manhã buscas nas sedes das maiores empreiteiras do país, com o objetivo de apreender documentos e computadores. Em diversos endereços, contudo, já havia advogados à espera dos agentes.
O ex-diretor de serviço da Petrobras, Renato Duque, chega a sede da Polícia Federal no Rio
O ex-diretor de serviço da Petrobras, Renato Duque, chega a sede da Polícia Federal no Rio
A seguir, saiba quais são as empreiteiras na mira da PF – e do que são suspeitas.
Odebrecht
O grupo presidido por Marcelo Odebrecht é um dos principais alvos desta etapa da operação. O delator do petrolão diz ter recebido 23 milhões de dólares na Suíça, repassados pela Odebrecht, como pagamento de propina. Uma das sedes do conglomerado foi alvo dos policiais no Rio de Janeiro.
Camargo Corrêa
Foi o primeiro conglomerado atingido pela Operação Lava Jato. A polícia rastreou pagamentos da empreiteira para a Sanko Sider, que depois enviou recursos para uma das empresas de fachada do doleiro. De acordo com as investigações, o dinheiro era pagamento de propina por obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Foram expedidos mandados de prisão contra os executivos Dalton dos Santos Avancini, João Ricardo Auler e Eduardo Hermelino Leite.
Iesa
Otto Garrido Sparenberg, diretor da Iesa, foi um dos presos da Polícia Federal nesta etapa da operação. A companhia fez depósitos às empresas de fachadas controladas por Youssef e aparece como responsável por doações de campanha em tabela apreendida na casa do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Em depoimento, ele disse que as doações eram destinadas à campanha do senador Lindbergh Farias (PT) ao Governo do Rio de Janeiro. Também foi expedido mandado contra Valdir Lima Carreiro.
Galvão Engenharia
A companhia fez depósitos às empresas de fachadas controladas por Youssef. Em depoimento, ele disse que as doações eram destinadas à campanha do senador Lindbergh Farias (PT) ao governo do Rio de Janeiro. Erton Fonseca, diretor da Galvão Engenharia, foi um dos presos nesta sexta.
Mendes Júnior
O vice-presidente do grupo, Sérgio Mendes Júnior, foi um dos presos na operação. A empreiteira fechou contratos fictícios com empresas de fachada do doleiro Youssef. Eram, de acordo com as investigações, pagamento de propinas pela obtenção de contratos com a estatal.
Engevix
O grupo fechou contratos fictícios com empresas de fachada do doleiro Youssef. Eram, de acordo com as investigações, pagamento de propinas pela obtenção de contratos com a estatal. Há mandado de prisão contra o executivo Gerson de Mello Almada.
Queiroz Galvão
Othon Zanoide Morais, diretor da Queiroz Galvão, foi um dos presos nesta etapa da operação. Executivos da empresa mantinham contato constante com o doleiro Alberto Youssef. Há mandados contra Othon Zanoide de Moraes Filho e Ildefonso Colares Filho.
UTC
O presidente e sócio da UTC, Ricardo Pessoa, foi um dos presos nesta sexta-feira. Ele mantinha contatos constantes com o doleiro Alberto Youssef, em que delegava ao operador diversas tarefas. Da empreiteira, há mandados também contra Ednaldo Alves da Silva e Walmir Pinheiro Santana.
OAS
Cinco executivos são alvos de mandados de prisão: Mateus Coutinho de Sá Oliveira, Alexandre Portela Barbosa, José Ricardo Breghirolli, Agenor Franklin Martins e José Adelmário Pinheiro Filho. A empresa fez diversos pagamentos a empresas de fachadas do doleiro, destinados ao pagamento de propina, de acordo com a polícia.
DE VEJA, COM EDIÇÃO DO GI PORTAL