sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

JUSTIÇA:Delator diz que o tesoureiro nacional do PT recebeu até US$ 200 mi em propina

Pagamento envolveu 90 contratos de obras de grande porte entre a Petrobras, empresas coligadas e consórcios de empreiteiras, segundo Pedro Barusco

Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras (Divulgação)
O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocam mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão e devem respingar diretamente nas campanhas políticas do partido, incluindo a da própria presidente Dilma Rousseff. Vaccari foi levado na manhã desta quinta-feira para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo onde prestou esclarecimentos sobre a arrecadação de recursos para a legenda e foi liberado em seguida.

No depoimento, Barusco fez questão de destacar a relação de proximidade entre Duque e Vaccari, nas palavras dele “um contato muito forte”. Segundo o ex-gerente, Duque e o tesoureiro petista costumavam se encontrar no Hotel Windsor, no Rio, e no Meliá, em São Paulo. Os encontros tinham finalidade clara: trocar informações sobre o andamento de contratos, projetos e licitações da Petrobras.
Ainda que tenha negado irregularidade no sistema de arrecadação de campanhas do PT, Vaccari agora é confrontado pela primeira vez com as informações do delator Pedro Barusco, que concordou em colaborar com a Justiça em troca de reduções de pena. Após firmar o acordo de delação, o ex-gerente confirmou, por exemplo, que iria devolver aos cofres públicos impressionantes 97 milhões de dólares recolhidos a partir do megaesquema de cobrança de propina na Petrobras.
“Durante o período no qual foi gerente executivo de Engenharia da Petrobras, subordinado ao diretor de Serviços, Renato de Souza Duque, de fevereiro de 2003 a março de 2011, houve pagamento de propinas em favor do declarante [Barusco] e de Renato Duque, bem como em favor de João Vaccari Neto”, diz trecho do depoimento de Barusco. “João Vaccari Neto representava o PT na divisão de propinas pagas no âmbito da diretoria de Serviços, nos contratos que ela executava para as diretorias de Abastecimento, Gás e Energia, Exploração e Produção e na própria diretoria de Serviços”, relatou.
Em seu depoimento, o ex-gerente não soube detalhar se o tesoureiro petista recebia a propina em dinheiro ou em transferências no exterior, mas deu revelações que complicam diretamente outro ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada (Área Internacional). Segundo o delator, Zelada também recolhia propina dentro da Petrobras e “negociava propinas diretamente junto a algumas empresas em contratos menores na Área de Exploração e Produção”. Para receber dinheiro do esquema de corrupção dentro da estatal, o ex-diretor Jorge Zelada fazia uma espécie de “encontro de contas” com os demais integrantes da companhia. Em alguns casos, a propina a Zelada foi entregue diretamente em sua casa, na rua Getúlio das Neves, no Rio de Janeiro.
O pagamento de propina no esquema envolveu noventa contratos de obras de grande porte entre a Petrobras, empresas coligadas e consórcios de empreiteiras. Os contratos estavam vinculados às diretorias de Abastecimento, Gás e Energia e Exploração e Produção. No rateio da propina, normalmente eram cobrados 2% do valor do contrato, sendo que 1% era administrado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, e o outro 1%, repartido entre o PT e diretores da Petrobras, incluindo Renato Duque e Jorge Zelada, da Área Internacional da petroleira.
Enquanto as projeções de Barusco apontam que o tesoureiro do PT embolsou até 200 milhões de dólares em nome do partido, no mesmo período o delator recebeu 50 milhões de dólares em dinheiro sujo. Em apenas um contrato de sondas de perfuração de águas profundas para exploração do pré-sal, Vaccari, em nome do PT, recebeu 4,5 milhões de dólares em propina.
Ao relatar em detalhes o esquema de pagamentos na Petrobras, Barusco deu um panorama da divisão do dinheiro recolhido do esquema criminoso e relatou que ele próprio era habitué da movimentação de propina na estatal. Segundo o próprio delator, ele começou a receber propina em 1997 ou 1998 da empresa holandesa SBM Offshore enquanto ainda ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Instalações da Petrobras. A propina entre a SBM e a Petrobras se tornou “sistemática” a partir do ano 2000, com uma espécie de parceria fixa entre Barusco e o executivo Julio Faerman, da empresa holandesa. Os pagamentos eram mensais, variando de 25.000 dólares a 50.000 dólares. Em um dos casos, quando já ocupava a gerência-executiva de Engenharia, recebeu 1% de propina de Faerman em um contrato entre a empresa Progress e a Transpetro.
Faerman é apontado como homem-chave para desvendar o escândalo de corrupção que envolve a Petrobras. Em uma denúncia feita por um ex-funcionário da companhia holandesa SBM Offshore, ele é citado como o lobista responsável por intermediar pagamentos de propina a funcionários da empresa. 
Graça Foster – Em seu depoimento aos investigadores da Operação Lava Jato, Barusco não apontou a presidente demissionária da Petrobras Graça Foster como beneficiária direta de propina na estatal, mas afirma que parte dos contratos onde o rateio de dinheiro era feito estavam vinculados à diretoria de Gás e Energia, que já foi ocupada por Graça. Barusco indicou que Graça Foster não sabia do esquema de propina e ponderou que se ela e Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia, sabiam, “conservavam isso para si”.
O ex-gerente, porém, fez revelações que complicam diretamente outro ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada (Área Internacional). Segundo o delator, Zelada também recolhia propina dentro da Petrobras e “negociava propinas diretamente junto a algumas empresas em contratos menores na Área de Exploração e Produção”. Para receber dinheiro do esquema de corrupção dentro da estatal, o ex-diretor Jorge Zelada fazia uma espécie de “encontro de contas” com os demais integrantes da companhia. Em alguns casos, a propina a Zelada foi entregue diretamente em sua casa, na rua Getúlio das Neves, no Rio de Janeiro.

Quando Renato Duque deixou a Diretoria de Serviços, em 2012, ele fez uma espécie de acerto de contas com Barusco para receber parte da propina que havia sido direcionada inicialmente ao auxiliar. No acordo, Barusco destinou valores de futuras propinas para o ex-chefe – pelo acordo do Clube do Bilhão, as empresas precisavam confirmar o pagamento de dinheiro na trama criminosa. Apenas a Camargo Corrêa, por exemplo, devia 58 milhões de reais em propina na época.

Depoimentos – No fim de novembro, Barusco prestou diversos depoimentos reservados ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal após acordo de delação premiada. Nas palavras de um dos investigadores, foram "demolidores" no detalhamento da atuação de Renato Duque. 
As revelações de Barusco foram a principal motivação da nova fase da Operação Lava Jato, na qual Vaccari e outros dez operadores da Diretoria de Serviços foram alvos. Com o cumprimento dos mandados, as informações não tinham mais necessidade de sigilo, na avaliação da Justiça, e os depoimentos foram disponibilizados em um dos processos contra executivos de empreiteiras. 
POR VEJA
Laryssa Borges, de Brasília, e Daniel Haidar

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Brasília :Governo pode cortar benefícios e aumentar impostos

Para ajustar contas, governo pode cortar benefícios e aumentar impostos

Avaliação é de economistas ouvidos pelo G1.
Após fraco resultado fiscal neste ano, governo promete medidas para 2015.

                               
Após a forte deterioração das contas públicas, com estimativa de ser registrado, em 2014, o pior resultado em 11 anos, o governo já sinalizou que vai adotar medidas para tentar ajustar as receitas e despesas no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
OPÇÕES SUGERIDAS POR ECONOMISTAS
Corte de despesas:
- Redução de investimentos
- Redução de subsídios aos bancos públicos
- Fim do abono salarial
- Alteração do seguro-desemprego
- Alteração do pagamento de pensões por morte
Aumento de receitas:
 
- Elevação da Cide
- Fim de corte no IPI da linha branca
- Aumento do IOF para empréstimos
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, que fica até o fim de 2014, informou que oExecutivo pretende reduzir as despesas que mais crescem, como seguro-desemprego, abonos e auxílio-doença, que representam um gasto de R$ 70 bilhões por ano, além de tentar baixar os gastos com subsídios.
Além do corte de benefícios, economistas ouvidos pelo G1 avaliam que o governo também pode atuar do lado da receita, aumentando tributos para tentar ajustar as contas públicas. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide sobre o diesel e a gasolina, atualmente zerada, poderá subir, assim como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos.
Ao mesmo tempo, segundo os analistas, o Executivo também poderá reverter alguns benefícios concedidos para a indústria – com o retorno de alíquotas maiores do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, produtos da linha branca (como fogões e geladeiras, por exemplo) – e também reduzir investimentos públicos.
Menos investimentos e mais impostos
"Acho que você vai ter de tomar algumas medidas pontuais para reduzir os gastos, como reduzir os investimentos públicos. Não é uma boa, mas é o que dá para fazer no curto prazo. O orçamento é muito engessado. Tem pouco espaço de manobra no curto prazo [em 2015]", declarou Luis Otavio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil.
Segundo ele, com a economia crescendo pouco, "não dá para ser mais real do que o rei". "É diminuir o que der para diminuir, sem destruir a economia, e também aumentar impostos. O IPI tem que voltar. Retomar os níveis normais de IPI. Provavelmente vai ter alguma coisa na CIDE [dos combustíveis]", disse Luis Otavio Leal.
Para o economista do ABC Brasil, também é importante o governo estabelecer um cronograma crível de retomada de um esforço fiscal maior, com aumento gradativo do chamado "superávit primário" – economia para pagar juros da dívida pública – nos próximos anos. Também seria importante, disse ele, o governo retomar as reformas estruturais, principalmente da Previdência Social.
Crescimento maior do PIB
De acordo com Raul Velloso, especialista em contas públicas, a saída é o governo mudar o modelo que está pondo em prática, voltado para o consumo, que, em sua visão, "está esgotado". "Tem que se voltar para o investimento para a economia crescer mais. Tem de resolver essa mazela do baixo crescimento, que não é explicado por crise. Tem de voltar a fazer o que aconteceu na fase Lula. Que é a receita crescer mais. O problema não é as contas públicas", disse ele.
Redução de benefícios
O economista Gabriel Leal de Barros, analista de Finanças Públicas e Crédito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também avaliou que o grande ajuste nas contas públicas é de "médio prazo", mas acrescentou que há medidas que podem ser tomadas de imediato. "O ajuste começa em 2015 e vai ate o final do mandato para ter uma recuperação fiscal", disse ele.
Para Barros, o governo poderia, por exemplo, acabar com o abono salarial, que paga um salário mínimo por ano para trabalhadores que receberam, em média, até dois salários mínimos mensais e que estejam cadastrados no PIS ou no Pasep. A estimativa é do pagamento de R$ 17 bilhões para 23 milhões de pessoas no exercício 2014/2015. Ele observou, porém, que o pagamento do abono é constitucional e que precisaria, portanto, passar pelo Congresso Nacional, o que daria uma "briga política com as centrais sindicais".
"No fundo, o abono salarial é um décimo quarto salário. As pessoas dizem que estaria retirando diretos, mas não vejo dessa forma. O governo tem dado aumento real para o salário mínimo, tem criado incentivos para a manutenção do emprego e tem o Minha Casa Minha vida. Essa camada da sociedade tem sido beneficiada com programas sociais, o que eu sou a favor, mas sou a favor também da sustentabilidade das contas públicas", disse ele.
Outra possibilidade, segundo o economista da FGV, é flexibilizar as regras do seguro-desemprego – que é uma assistência financeira é concedida em no máximo cinco parcelas, de forma contínua ou alternada, a cada período de dezesseis meses. "Mudar o seguro-desemprego é mais factível, porque depende mais do governo. Consegue via decreto mudar o desenho da política, aumentar a fiscalização e redesenhar o programa. Não precisa passar pelo Congresso", observou. O orçamento do seguro-desemprego, anualmente, é de mais de R$ 30 bilhões.
Gabriel Leal de Barros observou que, mesmo com a taxa de desemprego na mínima histórica, o seguro-desemprego só cresce por causa da rotatividade da mão de obra. "Fica recebendo seguro-desemprego enquanto está no mercado informal. Acumula renda enquanto recebe o seguro, de três a cinco meses. E importante rever o desenho da política para evitar esses excessos e realmente atender a quem precisa, mas a médio prazo. Não acho que essas reduções possam ocorrer no curto prazo", disse.
Outra política que poderia ser alterada no médio prazo é o pagamento de pensões por morte ou invalidez, cujo gasto anual é de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil – acima da média da OCDE, que é, ainda de acordo com o analista, de 1,5% do PIB. "Pensões é possível mexer. Não podem dar ajuda no curto prazo. Qualquer mudança de regra, vale para os próximos beneficiários. Vai demorar um tempo para ter efeito nas contas públicas, embora seja positivo. É importante mexer nessa rubrica", disse.
Para reduzir os subsídios aos bancos públicos, o economista da FGV recomendou diminuir os empréstimos e capitalizações feitas nos últimos anos - quando mais de R$ 300 bilhões em dívidas foram emitidas pelo Tesouro Nacional para colocar recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"Com as capitalizações de bancos públicos que vem sendo feitas desde 2009, o governo está se endividando muito. Recebe TJLP e se endivida a Selic. Custo de  carregamento elevado, de 0,5% a 0,6% do PIB [por ano]. Se anunciar ajuste na política parafiscal, é possível reduzir o custo com juros. A gente paga 5% do PIB de juros. Porque é tão salgada a conta? Parte importante da explicação foi a escalada do dinheiro do Tesouro para bancos públicos, com subsídio cavalar. É importante redução gradativa dos recursos que repassa para o BNDES e Caixa para que consigam andar com as próprias pernas, não dependendo de recursos do Tesouro Nacional.  Isso pode e deve ser feito de forma gradativa", concluiu Barros.
Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

MA: Pleno do TCE desaprova contas de três gestores municipais

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) desaprovou, na Sessão Plenária realizada nesta quarta-feira, 04/02, as contas apresentadas pelos seguintes gestores públicos: Iara Quaresma do Vale Rodrigues (Nina Rodrigues/2009), com multas no total de R$ 22.600,00; João Cândido Carvalho Neto (Magalhães de Almeida/2010), com multas no total de R$ 32.800,00 e Raimundo Silva Rodrigues da Silveira (Parnarama/2011), com débitos no total de R$ 783.021,53 e multas no total de R$ 101.681,00.
                  
Leula Pereira Brandão (Governador Newton Belo/2010) teve suas contas julgadas regulares com ressalvas, com multas no total de R$ 55.600,00.
Entre as Câmaras Municipais foram julgadas irregulares as contas de Itamar Lucena Lima (Presidente Dutra/2010), com débito de R$ 267.495,84 e multas no total de R$ 44.794,00.
POR: JORNAL PEQUENO

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

SÃO LUÍS-MA: Trânsito de São Luís será alterado durante o período do carnaval

Vias serão interditadas nos dias 8, 14 e 17 de fevereiro. 
Objetivo é garantir tranquilidade aos condutores e brincantes.

                                    
A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), realizará intervenções no trânsito nos trechos que correspondem ao circuito do "Carnaval do Maranhão 2015 - Carnaval de Todos". As vias serão interditadas no dia 8 e entre os dias 14 e 17 de fevereiro, das 15h às 0h. Cerca de 150 agentes de trânsito atuarão, juntamente com a Polícia Militar, no disciplinamento do trânsito. O objetivo é garantir tranquilidade aos condutores e brincantes durante o período carnavalesco.
Os trechos interditados correspondem às seguintes vias: Avenida Gomes de Castro (trecho compreendido entre o Parque Urbano Santos e Rua Rio Branco), a Rua Rio Branco (trecho compreendido entre a Avenida Gomes de Castro e a Avenida Silva Maia), a Rua do Passeio (trecho compreendido entre a Praça Deodoro e a Rua Lúcio Mendonça, passando pelas Avenidas Ribamar Pinheiro e Rui Barbosa - Ponto de Fuga,) a Rua da Paz (trecho compreendido entre a Praça Deodoro e Praça João Lisboa), a Avenida Magalhães de Almeida (trecho compreendido entre a Praça João Lisboa e a Rotatória do Anel Viário)
Haverá ainda distribuição de material instrutivo sobre a adoção de medidas de segurança, com o objetivo de sensibilizar os brincantes para a importância de respeitar as leis vigentes e evitando a direção após o consumo de bebidas alcoólicas.
As ações educativas serão realizadas nos principais corredores da folia com a presença da mascote Joca, técnicos da Coordenação de Educação para o Trânsito e agentes de trânsito. O trabalho será animado pela bandinha "A vida pede passagem" e será realizado em parceria com várias entidades e órgãos como Detran, as secretarias estaduais de Saúde, Cultura, Juventude e Segurança Pública; as secretarias municipais de Saúde e da Criança e Assistência Social; a Fundação Municipal de Cultura; o Corpo de Bombeiros; o Comitê Vida no Trânsito entre outros.
DO G1

BR: Graça Foster renuncia à presidência da Petrobras

Executiva e mais cinco diretores deixam a estatal. Novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração na próxima sexta-feira

A presidente da Petrobras Graça Foster
A presidente da Petrobras Graça Foster (Evaristo/AFP/VEJA)


A presidente da Petrobras, Graça Foster, e cinco diretores da companhia renunciaram ao cargo e novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração que será realizada na sexta-feira. As renúncias foram comunicadas pela própria estatal nesta quarta em um ofício ao mercado.

A saída da diretoria acontece em meio às investigações de um escândalo bilionário de corrupção e a dificuldade da atual gestão da companhia para quantificar os prejuízos com fraudes em contratos de obras durante anos.
Ações – As ações da Petrobras voltavam a disparar nesta quarta-feira reagindo à renúncia de Graça. Na terça, rumores sobre a saída da agora ex-presidente da estatal levaram os papéis da Petrobras à maior alta em 16 anos.

Às 11h desta quarta, os papéis preferenciais da companhia subiam 6%, enquanto as ações ordinárias avançavam 6,33%. No mesmo instante, o Ibovespa tinha valorização de 0,51%.
"Qualquer mudança na companhia tem viés benéfico, pois mostra que o governo está empenhado em fazer de tudo para que ela não perca o grau de investimento", disse o gerente de renda variável da Fator Corretora, Frederico Ferreira Lukaisus, logo após a notícia.
Em relatório a clientes, antes do anúncio, comentando os rumores sobre a iminente saída de Graça Foster, o analista Frank McGann, do Bank of America Merrill Lynch, ponderou que encontrar substitutos não será fácil. Para McGann, será fundamental a nova diretoria combinar força técnica e um maior nível de independência do que o visto nos últimos anos.
Substituto - O governo busca um executivo para comandar a estatal que preferencialmente seja ligado ao setor de petróleo, afirmou à Reuters na terça-feira uma fonte do governo. O objetivo é ter uma nova diretoria composta por nomes do mercado e também da empresa, disse a fonte.
A presidente Dilma Rousseff procura definir ainda em fevereiro o nome para comandar a estatal, após ter aceito a demissão de Graça Foster em uma reunião em Brasília na terça-feira, afirmou a fonte.
A próxima diretoria terá a missão de apresentar o balanço do quarto trimestre auditado até o fim de abril, já com baixas contábeis necessárias devido ao escândalo de corrupção. Caso não cumpra o prazo, a diretoria terá que conversar com credores para a postergação dos resultados.
No entanto, há credores que acreditam que a empresa já pode ser declarada inadimplente em bilhões de dólares em dívida, mesmo tendo divulgado os resultados atrasados do terceiro trimestre dentro de um prazo autoimposto.
VEJA(Com agência Reuters)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

PROUNI: MEC divulga a primeira chamada de aprovados no Prouni 2015

Programa oferece 213 mil bolsas de estudos em instituições particulares.
Prazo para comprovar informações da inscrição vai até o dia 9.

Candidatos podem conferir o resultado no site do Prouni (Foto: Reprodução/Inep)
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (2) a lista dos aprovados em primeira chamada da edição do primeiro semestre de 2015 do Programa Universidade para Todos (Prouni). O resultado está disponível no site do Prouni.
Nesta edição, foram ofertadas 213.113 bolsas, sendo 135.616 integrais e 77.497 parciais, para 30.549 cursos de graduação de 1.117 instituições de ensino superior privadas.
Para consultar a lista de aprovados, o candidato pode selecionar a instituição, campus, curso, turno e tipo de bolsa ofertada no site prounialuno.mec.gov.br.
O candidato convocado deve se dirigir até o dia 9 à instituição para a qual foi pré-selecionado e levar os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição. Se perder o prazo ou não comprovar as informações, será eliminado. A segunda chamada será em 19 de fevereiro.
O Prouni concede bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior. O programa usa a nota do Enem de 2014.
Recorde de inscritos
Neste ano, o sistema ultrapassou a marca de 1,4 milhão de candidatos a poucas horas do fim das inscrições, e bateu o recorde da edição do primeiro semestre de 2013, quando chegou a 1,2 milhão de candidatos.
Podem participar alunos que fizeram o ensino médio em escola pública, ou em escola particular como bolsista, ou ser uma pessoa com deficiência, ou ser um professor da rede pública. Tem ainda de ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa para bolsas integrais, ou de até três salários mínimos por pessoa para as bolsas parciais.
Formação de turma
Prouni oferece 213 mil bolsas em faculdades particulares (Foto: Reprodução/TV Integração)Prouni oferece 213 mil bolsas em faculdades particulares (Foto: Reprodução/TV Integração)
A bolsa do Prouni só poderá ser concedida caso haja formação de turma no período letivo inicial do curso, o que ocorrerá somente se houver o número mínimo necessário de alunos matriculados.
Os candidatos pré-selecionados para cursos nos quais não houver formação de turma serão reprovados, terão direito à bolsa apenas se já estiverem matriculados no respectivo curso.
Algumas instituições submetem os candidatos pré-selecionados a um processo seletivo próprio, que pode ser diferente do vestibular.
Prouni x Sisu
O Prouni é uma alternativa para os alunos que não são aprovados nas universidades públicas pelo Sisu.
Mesmo quem é aprovado no Sisu em uma universidade pública em outra cidade ou estado, mas não pode se mudar, costuma optar por fazer uma faculdade particular em seu município com bolsa do Prouni.
O candidato pode se inscrever no Sisu e no Prouni, desde que atenda aos critérios do programa.
Mas, caso seja selecionado nos dois programas, terá de escolher entre a bolsa do Prouni e a vaga do Sisu.
DO G1

SÃO LUÍS: Região Metropolitana registrou 110 mortes violentas em janeiro

Dados são da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão e do Ciops.
Ao todo, foram 84 homicídios dolosos e quatro latrocínios.

imagem: waldermarte.com.br

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) e do Centro Integrado de Operações de Segurança ( Ciops) registraram 110 mortes violentas somente no mês de janeiro na Região Metropolitana de São Luís. Ao todo, foram 84 homicídios dolosos. No mês de dezembro de 2014, foram registrados 78 homicídios desse tipo, o que representa um aumento de 7,6%.

Da quantidade de mortes em janeiro, 84 foram homicídios dolosos, além de cinco mortes a esclarecer e um crime a definir (categoria criada recentemente no relatório da SSP), uma pessoa morta em estabelecimentos prisionais e delegacias, duas lesões corporais seguidas de morte, quatro latrocínios e 13 homicídios por intervenções policiais.

Fim de semana

O mês de fevereiro já registrou quatro homicídios na Região Metropolitana. Por volta das 2h desse domingo (1º), João Carlos Santos Xavier foi atingido por disparos de arma de fogo no Ipem São Cristóvão. Os suspeitos ainda não foram presos.
Ainda de acordo com a SSP-MA, em São Raimundo, município de São José de Ribamar, Geovane Moraes, de 28 anos, foi assassinada no sábado (31), por volta das 20h. Às 18h de sábado na Pindoba, em Paço do Lumiar, Enildo Moraes de Souza, de 43 anos, foi atingida por golpes de arma branca por um homem ainda não identificado.
Às 11h50 de sábado, no bairro São Raimundo, em São Luís, Lucas Mateus de Oliveira foi atingida por disparos de arma de fogo. O suspeitos ainda não foram encontrados.


DO G1